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BUSSHO - Natureza-Buda

SHOBOGENZO

MESTRE EIHEI DOGEN

Versões de

  • NORMAN WADDELL & MASSAO ABE
  • KOSEN NISHIYAMA
  • GUDO NISHIJIMA ROSHI,

Cap.22 – BUSSHO - Natureza-Buda

 XAQUIAMUNI BUDA DISSE:

               Todos os seres vivos existem totalmente como a Natureza-Buda
­­­­               O Tathagatha a habita constantemente, sem nenhuma modificação

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Zazen Yôjinki - (A que Estar Atento em Zazen)

Texto do Mestre Keizan Jokin Zenji para estudo em agosto de 2014
GEB - Grupo de Estudos Budistas (domingos 20h)
Curso de Introdução ao Zen Budismo (terças 20h)​
​Curso de Preceitos (quartas 20h)​

Manual de meditação do Mestre Keizan Jôkin (Japão, 1264 - 1325)

Zazen significa clarificar a mente e descansar tranquilamente na sua natureza presente. Isto é chamado "revelar a si mesmo" e "manifestar a base verdadeira".

Corpo e mente abandonados, sem apego a formas como sentar ou deitar. Sem pensar no bem, sem pensar no mal, transcendendo o comum e o sagrado. Além de todos os conceitos sobre ilusão e iluminação, passando através das barreiras entre seres comuns e Budas.

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Daihishin Dharani

DHARANI do GRANDE CORAÇÃO COMPASSIVO

Honra aos Três Tesouros

Honra ao nobre Avalokiteshvara,

Nobre Bodissatva Mahasattva,

Que manifesta a grande compaixão.

Om! Honra a vós,

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Cerimônia de Obon

Rê, no texto tem uma referência a um desenho, esse desenho existe? Tá em vermelho no texto.
 
(CHAPÉU)
CERIMÔNIAL
 
OBON URABON BON FESTIVAL
 
Desde o século VIII até hoje há uma série de práticas budistas baseadas no ritual de alimentar espíritos famintos, de cuidar dos espíritos dos ancestrais e de pessoas falecidas da família. Essas práticas são derivadas de um Sutra, conhecido como Urabonkyo em japonês. O Ullambana Sutra é considerado um texto apócrifo — isto é, que teria sido supostamente escrito na Índia, mas foi na verdade escrito na China. É desse sutra que se deriva o nome do festival. Urabon é abreviado para “Bon” e a vogal “O” é honorífica.
 
O sutra Ullambana, ou Urabonkyo, foi provavelmente escrito na China no século VI e ajudou a sanga budista a se estabelecer como participante dos hábitos chineses de adoração aos ancestrais. Mas também se baseava em precedentes indianos sobre a idéia de dedicar mérito para auxiliar espíritos dos ancestrais das pessoas que mantinham a Sanga.
 
Eruditos debatem sobre a etimologia do termo budista em sânscrito, Ullambana, mas sua derivação permanece obscura. Uma das teorias é que se origine do sânscrito Avalambana, que significa estar pendurado de cabaça para baixo — uma possível referência aos estados dolorosos de espíritos deixados pendurados: aqueles que não tinham descendentes vivos para fazer ofertas rituais.
 
Outra teoria é a de que ullambana vem de uruban, uma palavra persa para os espíritos dos mortos. A etimologia folclórica é que ulllambana se refere às tigelas usadas para fazer ofertas aos espíritos, e que os chineses teriam acrescentado uma outra pincelada no caractere para corresponder ao som de ullambana.
 
De qualquer maneira o Ullambana Sutra ensina o modo tradicional de adoração ancestral chinesa, que envolve oferecer alimentos (kuyo) aos espíritos, colocando comida e bebida no altar. No entanto, estas oferendas não podem ser absorvidas pelos ancestrais se seus karmas tivessem sido negativos, ou se eles tivessem se tornado espíritos famintos. O sutra ilustra esse ponto com a história do monge Mokuren (sânscrito Maudgalyayana), cuja mãe havia renascido como um espírito faminto, incapaz de receber as ofertas que ele dava. Para ser verdadeiramente filial, segundo o Sutra, ele deveria primeiramente fazer doação aos monges e monjas — o mais fértil campo de mérito — criando assim karma positivo para usar essa força ao fazer ofertas a seus ancestrais e dar a eles um estado de existência mais feliz. Segundo o Sutra, Xaquiamuni Buda diz o seguinte a Mokuren:
 
No décimo quinto dia do sétimo mês, dia no qual os Budas se alegram, dia no qual os monges e monjas saem do treinamento intensivo, deve-se colocar alimentos e bebidas de um dos cem sabores dentro de uma tigela yulan e doar aos monásticos nas dez direções.
Quando as preces terminarem, os pais obterão longa vida, passando cem anos sem doenças e sem nenhuma espécie de sofrimentos, enquanto sete gerações de ancestrais deixarão os estados de sofrimento, de espíritos famintos, obtendo renascimento entre divindades e seres humanos com bênçãos ilimitadas.
 
O Ullambana Sutra explicava a prática de alimentar espíritos famintos (segaki), também conhecido como “salvar as bocas queimantes”. Esta prática se tornou tremendamente popular do século VII em diante e ajudou a associar a Sanga budista aos hábitos chineses de adoração ancestral. Isso ajudou a reduzir as críticas aos monges e monjas celibatários, que não produziam descendentes para cuidar de seus ancestrais.
 
Durante esse festival dos espíritos, a Sanga também se promovia como uma organização de caridade, cuidando e aplacando espíritos potencialmente perigosos, que sem família poderiam assaltar o estado imperial e a população em geral.
 
Alimentar os espíritos famintos também exprime o ideal Mahayana da Compaixão Universal e envia a mensagem de que a família de Buda inclui todos os seres vivos.
 
A data tradicional para o Festival de Obon é o décimo quinto dia do sétimo mês pelo calendário lunar chinês. Desde que o Japão adotou o calendário gregoriano, algumas partes do país o celebram no dia 15 de agosto — a data mais próxima de 15 de julho do calendário lunar.  Outros o celebram no próprio dia 15 de julho.
 
Segundo a crença popular japonesa, Obon é a época em que os ancestrais retornam para visitar o mundo dos vivos, devendo ser cumprimentados com grande respeito. As pessoas limpam os túmulos da família e fazem ofertas de frutas, flores, velas e incenso. Convidam monges e monjas às suas casas para fazerem a leitura de Sutras e serviços memoriais em frente aos tabletes (ihais) dos falecidos.
 
Uma vez que os espíritos precisam ser orientados através da escuridão, algumas vezes lanternas ou candelabros são acendidos nos túmulos. Em algumas comunidades, velas são colocadas em barquinhos de papel e jogadas nos rios. Na cidade de Kyoto, um grande fogo é aceso na montanha com a forma do caracter Grande (Dai). Durante a semana de Obon, a maioria dos templos faz as preces em um altar especial, para os espíritos dos três mundos (sangai no banrei), e entoa o Kanromon (Portal do Doce Nectar). O mérito é dedicado aos espíritos dos falecidos.
 
Nessa época do ano os familiares se reúnem na casa do irmão ou irmã mais antiga, ou mais próxima da casa ou túmulo dos ancestrais. Há muita alegria, alimentos especiais da época (verão no Japão) e a dança tradicional de roda, para que os falecidos vejam como a família está bem e feliz, saudável e contente, e possam assim ficar em paz.
 
Nas casas os tabletes memoriais (ihais) são colocados em um altar especial como o do desta página.
 
Lembrem-se de invocar seus ancestrais, fazer ofertas e preces, vir ao templo e agradecer por suas vidas, dançando e cantando com alegria.
Rê, no texto tem uma referência a um desenho, esse desenho existe? Tá em vermelho no texto.

Altar da Cerimônia de Obon

OBON URABON BON FESTIVAL

Desde o século VIII até hoje há uma série de práticas budistas baseadas no ritual de alimentar espíritos famintos, de cuidar dos espíritos dos ancestrais e de pessoas falecidas da família. Essas práticas são derivadas de um Sutra, conhecido como Urabonkyo em japonês.

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Eihei Dogen Daiosho – Koso Joyo Daishi

"O grande Caminho dos Budas Ancestrais é necessariamente a suprema prática contínua, que circula incessantemente, sem nenhuma interrupção.

Resolução, prática, bodai (iluminação) e nirvana não possuem intervalo entre si – esta é a circulação incessante da prática cotínua." (Shobogenzo Gyoji)

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Banmin Tokuyô - A Prática das Virtudes para todo o Povo

por Suzuki Shôsan (1579-1655)

1. Votos Relativos à Prática

Disse o Buda:

“A Lei de Buda deve ser difundida através dos reis, ministros e devotos de fé sincera e inquebrantável.”1

Assim, sem as devidas providências oficiais, não pode haver uma correta manifestação da Lei de Buda.

O Buda é aquele que é plenamente dotado de todas as virtudes. Assim, aquele que se entrega à prática sem compreender a plenitude das virtudes, não é discípulo de Buda. Oxalá seja possível praticar com o objetivo de alcançar a plenitude das virtudes.

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Guishan testa seus alunos

Caso 110 do “Shinji Shobogenzo”, de Mestre Dogen Zenji

Certo dia, Guishan pediu a seus alunos que apresentassem seus pontos de vista, dizendo:
“Eu os verei fora do som e da forma”.
O monge senior Jianhong disse: “Eu estou disposto a me apresentar: eu não tenho olhos”.
Guishan não o aprovou.
Yangshan se dirigiu a Guishan quatro vezes. Primeiro, ele disse: “Eu vejo aquilo que não é visto”.
Guishan respondeu: “É tão fino quanto a ponta de um fio de cabelo e tão frio quanto neve e gelo”.

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A Prática Correta por Shunryu Suzuki


Postura

Hoje, eu gostaria de falar sobre a postura zazen. Quando você se senta na posição de lótus completo, seu pé esquerdo fica sobre sua coxa direita, seu pé direito, sobre a coxa esquerda. Ao cruzarmos as pernas desse jeito, embora tenhamos uma perna esquerda e outra direita, elas se tornam uma só. A postura expressa a unidade da dualidade: nem dois, nem um. Este é o ensinamento mais importante: nem dois, nem um. Nosso corpo e mente não são dois, nem um. Se você pensa que seu corpo e mente são dois, está errado. Se pensa que são um, também está errado. Nosso corpo e mente são dois e um ao mesmo tempo. Habitualmente, pensamos que se algo não é um, é mais do que um; que se algo não é singular, é plural. Mas, na prática, nossa vida não é só plural, é também singular. Cada um de nós é duas coisas ao mesmo tempo: dependente e independente.

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Hotsu Bodai Shin


Acordar para a mente Bodai (Bodhi- Iluminada)
De maneira geral há três espécies de mente.
A primeira, citta, é aqui chamada de mente discriminatória ou pensante1.
A segunda, hridaya, é aqui chamada de mente de grama e de árvores2.
A terceira, vriddha, é aqui chamada de mente experiente ou concentrada3.
É através da mente citta que despertamos para a mente bodhi. Bodhi é o som de uma palavra hindu, aqui chamada de o Caminho4.
Citta é o som de uma palavra da Índia, aqui chamada mente pensante ou mente discriminatória5.
Sem a mente discriminatória é impossível acordar para a mente Bodai. Mas isso não quer dizer que a mente discrimintória seja a mente Bodai. Estabelecemos a mente Bodai através da mente discriminatória.

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Myohorenguekyo Kanzeonbosatsu Fumonbongue


Honrado do mundo, possuidor de todos sinais sutis
Novamente permita-me perguntar sobre os relacionamentos desta criança Buda:
Por que razão é chamado de Kanzeon?
E Buda respondeu:
"Ouçam! Kannon pratica o bem
Em todos os locais e direções.
Fez um voto vasto e profundo como os oceanos,
Inconcebível na sua eternidade.
Foi ao servir infinitos Budas
Que despertou para esse juramento de grande pureza.
Deixe-me brevemente explicá-lo:
Quem ouve seu nome, vê sua presença

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