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O tempo

Perguntas e respostas da revista Bons Fluidos para o Monge Ryozan

O tempo é um assunto sempre discutido pelos humanos. Por quê? O que nos aflige enquanto humanidade em relação à passagem do tempo?

O que nos aflige é o fato de não estarmos despertos para a vida, vivendo sem sentido, com insatisfação e angústia. A aflição que sentimos é o que nos impulsiona a uma busca de transformação, a fim de podemos apreciar a nossa vida, a Vida.

O fato de vivermos em um contexto de globalização, internet, um fluxo cada vez maior de informações e novidades que precisamos absorver imediatamente, o aumento das exigências no trabalho e o clima de competição no mercado podem ser responsáveis por essa sensação de que nunca dá tempo?

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Cerimônia Budista de Casamento

por Márcia Maranhão Limongi

image001Considerado um sacramento, o matrimônio, na religião budista, é ministrado pelo abade ou (oficiante) no templo. Como estamos no Brasil, a cerimônia pode sofrer algumas variações, “ocidentalizou-se” um pouco, sem perder sua essência, sendo permitido o uso do tradicional vestido de noiva. Não é recomendável o uso de trajes da cor preta para noivos e padrinhos.

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O Zen na arte de conduzir a espada

Bruno Tamietti


No último dia 11 de Abril na ACAL LIberdade, uma quinta-feira de muito calor em São Paulo, alunos do Instituto Niten tiveram a oportunidade de ouvir mais uma vez as doces palavras da Monja Coen uma autoridade em Zen Budismo da América Latina.

Para mim foi uma dupla satisfação , primeiro porque foi pela primeira vez que pude ouvi-la e segundo a honra de poder sentar ao seu lado na mesa. O objeto da palestra foi o livro "O Zen na arte de conduzir a espada", escrita por Richard Kammer que é uma versão do clássico "Tengu Geijutsu Ron" ( O livro da arte dos demônios da montanha), este escrito por Shissai Chozan no SécXVIII é uma revelação de diversos segredos da arte da espada.

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A paz possível

Luiz Caversan
Folha de São Paulo - 06/09/2003


Eu já tinha ouvido ela falar anos atrás, num ato multireligioso que comemorou os 80 anos da Folha. Ela discursou sobre a paz possível, e fiquei encantado. Mas nunca mais tive a oportunidade de absorver sua sabedoria, serena e ao mesmo tempo alegre.

Recentemente, por conta das travessuras do destino, cheguei muito perto dela, e pude desfrutar um pouco mais da sua personalidade forte e envolvente, e mais uma vez serena e descontraída.

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Monja Coen, a voz forte do Zen-Budismo

Marília Balbi

 

Repórter nos anos 60, Cláudia Souza de Murayama abandonou o casamento e foi aos Estados Unidos buscar o caminho da meditação. Hoje ela é a influente monja Coen Murayama, 52 anos, presidente do Conselho da Comunidade Budista Soto Zenshu da América do Sul e líder espiritual do templo Busshinji de São Paulo, onde pratica o zazen todas as manhãs

"Viva em grande compaixão e dedique o poder infinito do zazen a todos os seres.

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Para o budismo, a crise religiosa é sinal de transformação

Marília Balbi


Para os budistas, como o monge Gustavo Pinto, a crise religiosa pela qual passa o mundo tem o seu lado “saudável e auspicioso”, pois representa “uma transformação e vivificação das instituições religiosas”. Eles não concordam com o papa João Paulo II, que numa famosa entrevista à televisão italiana disse que o budismo é um sistema ateu que promove um estado de indiferença com relação ao mundo. “O papa está mal assessorado”, rebate a monja Coen Murayama.

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Budismo, onde cada um é discípulo de si mesmo

Marília Balbi

 

Uma religião considerada moderna, pois se adequa às tendências deste fim de milênio e se baseia no autoconhecimento, ou seja, cada um é o responsável por sua própria salvação. Assim é o Budismo, que surgiu na Índia no século VI a. C., onde nasceu Shidarta Gautama, o Buda, e se espalhou por toda a Ásia.

Hoje, dos 300 milhões de seguidores no mundo, 300 mil estão no Brasil, onde há mais de 200 mosteiros Se existe uma palavra para definir o Budismo ela se chama autoconhecimento.

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Prática Círculos

por Wendy Egyoku Nakao Roshi


Círculo-prática foi introduzido para contrabalançar a forte estrutura vertical da prática que conhecíamos e fortalecer as relações horizontais na Sanga. Neste artigo, quero apresentar a vocês a básica estrutura da Prática-Circulo. Claro que ninguém precisa saber nada disso para experimentar os benefícios do círculo-prática.

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Aquele que corre

Yo Ho Ryo Kei - Monge Zen-Budista
Napoleão Xavier Gontijo Coelho

 

Não deve haver quem corre, somente a corrida.

O corredor deve se ater essencialmente à respiração e ir em frente, sempre em frente, sem almejar nada, não se preocupando com os vizinhos, com os amigos, inimigos, até que, em determinado momento, todos desaparecem.

A corrida só se faz quando quem corre, já abandonou a corrida e já não está presente mas, no entanto, não está ausente.

Amplie a todo instante o contato com sua respiração, mantenha atenção absoluta a tudo sem, no entanto, se envolver com nada, lide com a noção de unidade com todos os acontecimentos sem se apegar a nada.

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Do livro "Utsukushi Hitoni, da Rev. Shundo Aoyama Roshi

Do livro "Utsukushi Hitoni, da Rev. Shundo Aoyama Roshi, Abadessa do Mosteiro Aichi Senmon Nisodo (Nagoya - Japão)

 

Certa vez, folheando os anais dos monges Zen da dinastia T'ang, ao ler o provérbio "Ajudar burros a atravessar, ajudar cavalos a atravessar", fiquei muito surpresa pela semelhança do provérbio com meu trabalho. Devo ser como uma ponte, possibilitando a todos atravessar. No grupo que dirijo, existem pessoas em diferentes estágios de prática e, mesmo monges, são pessoas comuns, com momentos de delusão. Estas palavras surgiram quando ainda tinha muitas dificuldades na função, e elas passaram a ser um preceito para mim.

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