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Interser


Certo dia fui ao grande Mosteiro da Paz Eterna, em Fukui, no Japão.

O mosteiro tem cerca de setenta edificações – grandes e pequenas. É um dos mosteiros sede da tradição Soto Zen Budista e pode abrigar mais de quinhentos monjes.

Eu fora para uma visita formal e me colocaram num grande aposento.

Lembrei-me da primeira vez em que subira essa montanha, há muitos anos, cheia de expectativas, sonhos e alegria, para participar de um retiro especial. Eu fazia parte de um grupo de monjas do mosteiro feminino, onde morava há mais de dois anos. Haviam nos colocado nesse mesmo aposento. Éramos seis monjas.

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Quando a vida começa...


“Não há vida e morte quando Buda está na vida e na morte.”

“Quando não há Buda na vida e na morte não ficamos deludidos pela vida e pela morte”.

Esses ensinamentos são de dois grandes mestres Zen – Gasan e Tozan, respectivamente e devem ser considerados muito seriamente assim como devem ser claramente compreendidos por todos que queiram se libertar do nascimento e da morte.

Se alguém procurar Buda fora da vida e da morte é como alguém que colocasse seu carro virado para o Norte dizendo que gostaria de ir para o Sul, ou quem queira ver a estrela do Norte olhando para o sul. Se assim o fizer a casa da vida e da morte aumentará e o caminho da liberdade se perderá.

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2571

 

Namu Xaquiamuni Buda

De acordo com estudiosos japoneses iniciamos o ano de 2571 da Era de Xaquiamuni Buda.

Refletimos.

Ano Novo.

Retrospectiva do ano anterior e dos anteriores. Nestes últimos dois mil, quinhentos e setenta e hum anos o que fizemos?

Construímos civilizações e as destruímos. Construímos casas, palácios, povos e os destruímos. Nos unimos contra um mal comum e nos separamos tornando o mal comum.

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Uma Cultura de Paz

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Monja Coen (foto Jubal S Dohms)


Que nós possamos ser esse átomo de paz que daqui se espalha para todo o universo. "Om Shanti".

A meditação que nós fazemos vem do "zen" que vem do sânscrito "dhyana" que é parte do yoga. O nosso fundador original Gautama Xakiamuni Buda, era um praticante de yoga. Ele se especializa, vamos dizer no "Dhyana"; ele começa a dar toda atenção da sua vida à pratica da meditação.

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Papa João Paulo II

popeO sino toca anunciando a morte do Papa.

A estátua de Pedro com as chaves na mão é a lembrança em pedra da contínua sucessão apostólica.

Fiéis, monjas, monges, padres, freiras, irmãos, irmãs, a família católica reza o terço. O terço que Sua Santidade pedira a todos que rezassem diariamente pela Paz na Terra.

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A tartaruga e o coelho


A versão japonesa da fábula da tartaruga e do coelho é um tanto quanto diferente daquele da minha infância brasileira. Eu a ouvi há poucos dias do Reverendo Miura, que veio do Japão nos visitar.

Conta-se que a tartaruga e o coelho foram apostar uma corrida. O coelho saiu na frente e quando estava no topo de um morro olhou para trás e viu a tartaruga lá longe, tão longe que ele resolveu deitar e dormir.

Passo a passo a tartaruga passou pelo coelho adormecido e chegou em primeiro lugar.

No Japão essa fábula é ensinada para enfatizar a importância da persistência, paciência, continuidade.

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Zen Budismo e Gênero

"Eu e todos os seres da Grande Terra simultaneamente nos tornamos o Caminho."[1] Essa é a frase original da experiência iluminada de Sidharta Gautama, vivida há 2.571 anos. Ele passou a ser chamado, então, de Buda (Buddha), "aquele que despertou". Desperta junto com todos os seres e simultaneamente percebe o Caminho em todas as formas de vida, sem distinção de gênero ou espécie. Penetra na Lei Verdadeira (Dharma, Dhamma, Darma) onde tudo e todos estão incluídos.

Se essa foi sua percepção consciente no momento da Iluminação e esse era seu ensinamento principal - de que todos os seres podem atingir a mesma compreensão de Buda - por que inicialmente recusa e, quando finalmente consente que mulheres participem da comunidade monástica, as obriga a aceitar regras especiais que restringem sua eqüidade na comunidade religiosa?

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Curso de Preceitos - 10/08/2005

Aula do dia 10 de Agosto de 2005 - Monja Coen

“Receber é transmitir,
Transmitir é despertar,
E despertar para a mente Buda,
É o verdadeiro Jukai.”


1. A natureza própria inconcebivelmente maravilhosa,
No eterno Dharma, não surgir o ponto de vista da extinção,
É chamado não matar.


2. A natureza própria inconcebivelmente maravilhosa,
No Dharma que não pode ser apanhado, não surgir o pensamento de ganho,
É chamado não roubar.

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Texto de novembro 2005

“Eu e todos os seres da Grande Terra simultaneamente nos tornamos o Caminho”

Xaquiamuni Buda

Se formos capazes de compreender que não há separação entre eu e todos os seres da Grande Terra, poderemos nos tornar o Caminho simultaneamente a Xaquiamuni Buda.

Sem separar, sem dividir, sem excluir nos tornamos íntegros, completos, unos.

Quando o coração se rompe, corrompe. Também depende de alguém que junto se rompa e corrompa. O que corrompe e o corrompido são um par. Um não existe sem o outro.

O mérito de quem dá é igual ao de quem recebe, entoamos monges agradecendo em prece aqueles que nos dão esmolas.

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Texto de dezembro 2005

Dezembro é mês de final.

Corinthians campeão, São Paulo tricampeão mundial. Fim das aulas. Fim do ano.

Férias. Décimo terceiro salário (para os que ainda recebem décimo terceiro – aliás vocês sabiam que monja não tem décimo terceiro nem férias? Sabiam que monja não tem sindicato, não tem órgão que represente e garanta seus direitos de monja? Sabiam que monja tem deveres e muitos deveres? E que às vezes fica devendo tanto por ter tantos deveres que se retira em meditação e prece procurando o caminho sem caminho de aprender a suportar sua própria limitação e insignificância).

Dezembro é para Buda o mês da Iluminação.

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