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Se a paz não começar em mim


PAX -
PAZ - PACE - PEACE - PAIX - PACO - PAU - PÎ-A-GUAPÎ - POKÓJ - PAQE
SHALOM - SALAM - SHANTI
HEIWA
FRIEDE - FRED -
VREDE -
BÉKE - BAKE -
DAMAI - DIRLIK -
RAUHA -
TAIKA -
MIER - MIR

Se a paz não começar em mim, não começará.
Se eu levantar a bandeira da paz em desafio, não será paz.
É preciso erguer as bandeiras brancas com o coração de harmonia, respeito, compaixão.

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Crianças internas


Crianças internas não estão internadas. Ficam lá dentro da gente, escondidas, resguardadas, esperando momentos de alegria ou de dor para mostrar seus rostinhos matreiros, seus jeitinhos tão simples de ser e sentir.

Crianças internas existem em todos nós, quer sejamos gente grande, de raça importante, quer sejamos gentinha daquelas bem atoinhas.

Todos gostamos de histórias simples para rir e para chorar.

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Zazen


Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.

Procure um local tranquilo, nem muito claro nem muito escuro, não muito quente nem muito frio.

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Buda foi ao inferno. E os demônios ao Nirvana

 

Dizem que certa feita um Buda foi parar no inferno e que os diabos fizeram de tudo para atentá-lo. Queriam vê-lo infeliz e sofrendo. Não conseguindo foram perguntar a ele: "Como você consegue ficar bem no inferno?". Buda respondeu apenas: "Ah! Aqui é o inferno?" E esses diabinhos ficaram com ele. Mais tarde um chefe diabo veio ver o que estava acontecendo e encontrou todos os diabinhos silenciosamente sentados em meditação, junto ao Buda. Ele conseguira transformar o inferno na Terra Pura. Buda não tentou destruir os demônios, não tentou acabar com o inferno. Apenas manteve a mente quieta e tranqüila. Nirvana é percebermos a transitoriedade de tudo que existe e sermos capazes de tranqüilamente agirmos para transformar as coisas de maneira que o bem seja comum a todos os seres.

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Mente vazia mente tranqüila


Alguns dizem que é preciso esvaziar a mente. Eu pergunto: como esvaziar o que já está vazio?

Há uma história Zen muito interessante. Certo dia um jovem aspirante pediu ao Mestre Zen que aquietasse sua mente. O Mestre disse:

—“Traga sua mente aqui, entregue-a a mim e eu a aquietarei.”

O jovem saiu procurando pela mente. Onde estaria? Seria pensamentos, memórias? Seria silëncios e quietude? Seria sonhos e pesadelos? Seria feita de palavras, conceitos? Seria apenas a massa encefálica, a matéria? O jovem pensava e não pensava. Cada vez que acreditava ter apanhado a mente, percebia que ela fugia, que já estava em outro pensamento, em outra idéia. Que o próprio conceito se desfazia. Cansado, voltou a procurar o Mestre e disse:

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O lenhador


Havia um lenhador que procurava pela árvore da paz. Ele a procurava nos lugares mais remotos, onde ser humano ainda não houvesse trilhado. Escalava as montanhas mais altas, pendurava-se à beira de grandes abismos. Há anos viajava o lenhador, passando por vários países, pedindo informações. Houve quem disse:

— Meu avô me contou que seu avô lhe contara que havia uma árvore assim. Era imensa, frondosa. As pessoas se sentavam à sua sombra e descansavam felizes, tranqüilas, em paz.

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Canal Buda


A televisão nos ensina tantas coisas. Internas e externas. Minha Superiora no Mosteiro do Japão dizia que nossa mente é como um aparelho de televisão. Primeiro, é preciso verificar se está ligado à eletricidade, se está conectado. Segundo se as antenas estão bem alinhadas, capazes de captar com clareza, sem “fantasmas”, sem distorções. Terceiro, podemos escolher qual o canal que queremos assistir, qual programa. E ela sempre dizia que deveríamos ligar para o canal Buda, “mantendo as antenas receptíveis”.

Se não estivermos receptíveis aos ensinamentos de nada adianta estudá-los, pois na verdade não os estaremos estudando.

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A Coruja


Era uma coruja pequena, de uns vinte centímetros de altura e talvez quarenta de envergadura. Entrara à noite na sala de zazen e se empoleirou no altar.

As pessoas haviam ido para o Zazen de Iniciantes. Sentavam-se calados e imóveis, de face para uma parede clara, ouvindo os sons internos e externos, transcendendo o comum e o sagrado, indo além do pensar e do não-pensar, procurando acessar à sabedoria completa, àquele saber-conhecer-perceber profundo que nos coloca face a face com a Verdade. Contato direto com a realidade real da grande unidade. Indo além de conceitos e de pré-conceitos. Antes do pensar se iniciar, antes da dualidade se criar.

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Dia dos Mortos


Nos cemitérios as lápides limpas, carpidas as ruas e túmulos em flores. As ruas engarrafadas, as lágrimas derramadas, os bolsos se enchendo de moedinhas por olhar o carro, por trazer água, por carregar as flores da tia. A sensação de missão cumprida daqueles que crêem que os mortos precisam de um dia.

Dia de se lembrar e de homenagear... E os mortos terríveis, de coisas falíveis, responsáveis por crimes contra a humanidade? E os mortos malvados que depredaram cidades, países, jovens, meninos e meninas, cadelas e vacas, éguas e cabras?

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Sidarta Gautama sentou-se em Zazen por sete dias e sete noites


Sob a frondosa árvore que mais tarde foi chamada de Bodhi, acomodou seu corpo na posição de lótus, as mãos no mudra cósmico. Esvaziou o pulmão de ar, colocou a ponta da língua no palato, atrás dos dentes frontais, respirando normalmente pelas narinas ficou apenas sentado.

Alguns dizem que era predestinado e por isso foi tão fácil obter a Iluminação. Outros dizem que não. Passou pelo que todos nós passamos se nos pusermos a sentar. Pensamentos iam e vinham, preocupações com o pai que abandonara sem herdeiros, a mãe que o criara como se fora seu, a esposa que deixara no leito quente de amor, o filho recém nascido que por certo precisaria do pai. Como estaria o reino e o povo e os problemas gerais?

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