Monja Coen Roshi

Matéria sobre a importância do silêncio

- Qual o significado do silêncio para o budismo? O que o silêncio representa na vida de um monge?
- Qual a experiência mais profunda que a sra. já teve com o silêncio?
- O que o silêncio pode nos revelar, quando o adotamos como experiência?
- Por que o silêncio é tão raro hoje em dia?
- De uma maneira geral, as pessoas ignoram no mundo de hoje a importância do silêncio? Por que? Qual a consequência disso?
- Alcançar o silêncio é muito mais do que estar num local silencioso, certo? Por que é tão difícil?
- É possível para uma pessoas que vive em meio a uma cidade barulhenta encontrar o silêncio em seu dia a dia, de alguma forma?

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Dia do trabalho

No Dia do Trabalho eu me retiro.
Retirar é meu trabalho.
Meditar e silenciar para poder ouvir.
Não ouvir apenas os gritos das manifestações.
Ouvir os sons e os silêncios do mundo.
Ouvir para entender.
A base do diálogo, não da discussão.

Há um ser iluminado no budismo que vê os lamentos do mundo. Não ouve, vê.
Podemos ver os lamentos e atender às verdadeiras necessidades?
Sabemos quais as nossas verdadeiras necessidades?
Será que devemos confiar em nossas percepções?
Até mesmo as percepções podem nos enganar.
A mente alerta, a mente desperta, vê em profundidade, analisa, questiona a si mesma.

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Palestra da Sensei na Amcham

Do site da Amcham.

Coen Sensei

Colaboração é melhor maneira de criar ambiente de trabalho equilibrado, diz monja zen budista

Equipe, time, grupo, comunidade. A palavra não importa, o que vale é saber que abandonar a postura individualista é uma das formas mais eficientes de encontrar o equilíbrio no ambiente de trabalho. É o que ensina a monja zen budista Coen Sensei, missionária da tradição Soto Shu - Zen Budismo japonesa, para quem o sucesso da empresa e dos profissionais e fruto da colaboração.

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Desastres naturais, violências humanas

 O tornado nos Estados Unidos destrói casas assim como tsunami no Japão.

 Os suicidas enlouquecidos matam em escolas, mesquitas, shopping centers, igrejas, ruas.

Há desastres naturais: a Terra é um planeta vivo.

Há movimento de ventos, de águas, de terras.

Movimentos internos, sutis, que nos parecem tão fortes e violentos.

Há violências humanas: ódios, traumas, vinganças, poder, descontrole.

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Mensagem da Monja Coen sobre o Japão de agora

Publicado no blog Jojoscope

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

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Sesshin

Texto para a revista Yoga Journal

A palavra Sesshin, em Japonês, pode ser escrita de duas formas.  O som é o mesmo, mas o primeiro caracter de Setsu, pode dar dois significados diferentes.
Unificar a mente, a essência do ser.  Tornar-se um, uma: corpo-mente-espírito, o eu-outro a outra-eu. Unificar a mente - perceber que sempre está una, que sempre é a realidade suprema se manifestando, mesmo na confusão e na dúvida. Como poderia a Verdade se esconder? A outra é penetrar a mente, penetrar a essência de si mesma, o nosso eu mais íntimo e real.

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Palavras do Dharma

29/11/2010

Acordávamos antes dos pássaros. Os insetos chilreavam enquanto nós sentávamos em meditação. No silêncio de nossas bocas, ouvíamos o primeiro piar anunciando a manhã. Assim passávamos os dias. De meditação em meditação, silêncio e orações. Plena atenção aos gestos, passos, olhos baixos.

Havia dor. A dor do corpo não acostumado a tantas horas na mesma posição e a dor da tristeza, da saudade, da incerteza, da culpa.

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Gaiarsa

Minha homenagem a José Angelo Gaiarsa, falecido dia 16 de outubro de 2010 com 90 anos de idade.

Eu era jovem, cerca de vinte anos de idade.  Entrei em seu consultório.  Havia uma imagem na parede, parecia uma foto, de uns trinta centímetros de altura talvez - Jesus sorria.
Assim conheci Gaiarsa, que na intimidade de minha mente eu chamava de José Angelo.  Angelo de Anjo.  Anjo do Bem, que desmistificava conceitos obtusos e falsos de família entre tantas outras coisa absurdas.

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Treinamento Intensivo

Meu pai está morrendo. Lenta, dolorosamente. Tudo que posso fazer é acariciar suas mãos, seus pés.  Ajudo no banho, feito na cama do hospital. Durmo ao seu lado – quando durmo.

Fico acordada ouvindo-o respirar através de uma máscara presa em sua cabeça por tiras negras.

Parece um instrumento de tortura medieval.  Médicos e enfermeiros me garantem que isso alivia sua dificuldade respiratória.

Procuro acompanhar o ritmo do aparelho.  Fico tonta.  Inspiração rápida, expiração longa.  Não há pausa nenhuma entre inspiração-expiração-inspiração.

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RESPIRAÇÃO

"Se quiser conhecer a si mesma, a respiração é a corda que leva ao fundo do poço" - ouvi essa frase repetidas vezes durante minhas  aulas semanais de Yoga.

"Respirar é preencher espaços" insiste sempre minha professora Walkiria Leitão.

Ela foi aluna do professor Shimada, de dona Inês, do professor Garoti e de tantos outros mestres e mestras de Yoga, Filosofia, Espiritualidade, Fisiologia.

Para ser intrutor, instrutora de Yoga ou do Zen Budismo, é preciso conhecer corpo-memte-espírito com grande intimidade.

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