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A luta é no ringue e não na rua

Quando jovem eu tinha um vizinho que treinava boxe.

Certo dia estávamos caminhando pela rua e eu fiz um gesto abrupto e ele quase me socou.

Pediu desculpas, que era o seu treino de reflexo imediato.

Sim, lutadores devem ter reflexo imediato, mas devem também ter controle imediato.

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Impedimento

Texto da última coluna da Monja Coen para o jornal O Globo de dezembro, nã0 publicado

Impedimento, gritou a torcida, entre vaias e assobios.

Não, gritou a outra torcida com gestos veementes.

As câmeras de TV podem ter uma solução?

Estaria impedido o jogador, a jogadora?

Estaria sem adversários à sua frente ou ao seu lado quando recebeu a pelota?

O bandeirinha levantou a bandeira e o juiz marcou.

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Confiança

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 12/11/2015

 Unir, fiar, tecer, juntar, fortalecer para o bem de todos os seres. Sem perdedores. Que tal acreditar?

Há fiança para o crime da descrença na vida e na imprensa? Confiança é fiar junto. Estamos fiando juntos a vida na Terra? Com certeza.

Mas que fios estranhos e sinistros são esses, reis, imperadores, guerreiros, senhores, governantes, ministros? Que notícias descontentes, sem empenho em ser decentes, apenas manipulando a própria mente.

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Migrações e resistência

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 17/09/2015

Acolher as mudanças. Unir esforços. Minimizar dores e sofrimentos. Só há um caminho de libertação

Migrar é ir de um lugar para outro. Podem ser migrações partidárias (no passado eram chamados de vira-casaca e considerados seres interesseiros e egoístas), podem ser migrações religiosas (eram chamados de hereges e queimados em praça pública) e as migrações de povos a outros continentes (eram consideradas invasões, pois causavam violências econômicas, ambientais e sociais).

Nada jamais permanece o mesmo.

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A gosto

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 20/08/2015

O ser humano deve usar o abençoado livre arbítrio que tem para escolher seu caminho e seu olhar para a realidade

A gosto de quem? Há tantos gostos e tantos desgostos. Não é possível agradar a todos o tempo todo, disse Lincoln.

Também não é possível desagradar a todos o tempo todo, digo eu.

O homem mau também pode, quiçá por descuido, fazer o bem.

A pessoa boa pode, sem querer, fazer o mal.

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Olhar puro, olhar de sabedoria

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 23/07/2015

É chegado o momento de abrir os portais de nossa consciência verdadeira. Assim podemos apreciar melhor a experiência humana

O que é a sabedoria do olhar?

Qual a visão pura e clara da realidade?

Será que você está vendo através de etiquetas, de nomes, de grifes, de jargões, de clichês?

Ou observa em profundidade, avalia e reconhece o que é, assim como é?

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Barco ao mar

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 28/05/2015

Ele não está perdido no oceano do nascimento, velhice, doença e morte. O voto de fazer o bem a todos os seres nos leva ao porto seguro

Estamos a sós e sem SOS. Não há terra à vista. Não há outros barcos. Não há outros seres humanos. Não há água potável. Os alimentos terminaram e já não temos mais força para continuar, pois os remos se foram, a vela se perdeu e o barco não tem motor. O que fazer?

Sobreviver.

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Você se conhece?

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 05/03/2015

É preciso cuidado. Buda dizia que a mente humana deve ser mais temida do que cobras venenosas e assaltantes vingadores

O carnaval passou, mas ainda continua.

Há carros alegóricos desfilando pelas ruas, com policiais e bandidos, traficantes e perdidos.

Há fantasias remendadas de plumas e brilhos nas pessoas que se emplumam para defender o indefensável.

O roto fala do rasgado.

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Água

Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 08/01/2015

Sua ausência nos faz doentes. E está faltando. Aqui e acolá. Culpa dos céus? Carma de uma área do país que falava mal de outra?

De chuva, de rua, de enchente, de poço, de fosso. De fossa, de bossa, de lágrima, de saliva, de sangue, de pleura. De fonte, de filtro, de beber, de banhar, de purificar, de lavar, de descarga, de piscina. De hospital, de clube, de presídio. De prédio, de casa, de fazenda, de convívio.

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Separar-se dói, mas também pode ser uma benção

Texto da Monja Coen publicado no blog Casar, descasar, recasar, de Bell Kranz 

É possível separar-se de alguém com respeito e com ternura.

É possível um divórcio verdadeiramente amigável.

Mas para isso é preciso que as duas pessoas envolvidas no processo de desfazer um laço de intimidade tenham amadurecido o suficiente para conhecer a si mesmas.

Caminhamos lado a lado com algumas pessoas em alguns momentos da vida.

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