Monja Coen Roshi

Monja defende atitude zen na vida cotidiana

MARCOS DÁVILA da Folha de S.Paulo

Ela não é o tipo de monja zen-budista que as pessoas costumam idealizar. Por exemplo: passou o final do ano passado ouvindo canções tocadas ao violão pelo primo Sérgio Dias, que nas décadas de 60 e 70 integrou o trio Mutantes, ao lado do irmão Arnaldo Baptista e de Rita Lee. Mutante também, Monja Coen, 58, acredita que o caminho para a verdadeira felicidade é pleno de transformações.

Lançando seu primeiro livro, "Viver Zen - Reflexões sobre o Instante e o Caminho" (Publifolha,128 págs., R$ 19,90) --uma seleção de textos da coluna que assina todos os domingos na "Revista da Hora", do jornal "Agora São Paulo"--, Coen diz que é possível ter uma atitude zen no dia-a-dia, sem precisar se retirar num mosteiro nem ser budista.

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Entrevista da Sensei Coen à Revista TPM

Tpm. Você mudou de nome por causa da religião?
Coen. É. Quando nos tornamos discípulo de Buda, o professor dá um nome a você. Meu professor me deu o nome de Coen, que vem de um poema. 'Co' quer dizer 'só' e 'Em' quer dizer 'círculo'. O nome deve expressar as características da pessoa.

Tpm. E quais eram as suas?
Coen. Na comunidade mista em que eu morava em Los Angeles, as pessoas estavam sempre namorando. Eu não me relacionei com ninguém, a solidão era agradável para mim. Eu tinha descoberto o budismo e os textos do mestre fundador da nossa escola no Japão. São fascinantes! Acabavam os retiros, o povo ia para as festas beber, comer, mas eu queria ler mais. Por isso ele pegou essa minha característica de ser só.

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Entrevista com Coen Sensei, monja zen-budista

por: Mariana Sayad - 02 de agosto de 2000

Monja Coen, nossa entrevistada desta semana, estará falando sobre o Zen Budismo que é uma das linhas do Budismo. Como isso mudou sua vida e sua maneira de ver o mundo.


WM - O que a fez se tornar monja? Como e quando isso aconteceu?

Monja Coen - Eu me interessei pelo Zen através do Zazen (meditação sentado) e da meditação. Ao fazer, na prática religiosa, descobri que era a melhor coisa que tinha acontecido e poderia acontecer para qualquer pessoa. Como é que não poderia dedicar o que resta da minha vida a essa prática.

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Monja Coen: A missionária da paz

Entrevista com a Monja Coen por Maria Lucia Gomes de Matos publicada no site Amai-vos

"faça o bem, fale o bem, pense o bem.
Perceba que cada ser que encontramos é um ser iluminado
Disfarçado a nos mostrar o Caminho.
Alguns nos mostram como não devemos ser.
Outros como devemos ser."
Monja Coen, setembro/2002)

Missionária da tradição japonesa Soto Zen, Monja Coen Murayama é uma religiosa que se destaca levando a prática da meditação a pessoas que frequentam os parques da cidade de São Paulo, além de dar depoimentos através de suas palestras em várias universidades.

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Próximo ao lago

Entrevista a Rose Marinho Prado, do blog Rose e Seus Amigos

Rose é revisora e redatora de textos... e o personagem desta história. É uma mulher aparentemente normal, mas, furiosa, geniosa e ciumenta! No dia anterior, havia se desentendido com um cliente pra quem revisara um livro. Então, vermelha de raiva, picou o calhamaço de 600 páginas: rac roc rac roc... E muito xingou o infeliz. Só que depois se culpou pela grosseria. Nada a fazer, foi relaxar no parque: ver gente e planta, solução para ficar calminha. Ai a natureza! Lago cheios de patos e verde de aromas mil: "Não dá o dourado sol tão doce beijo / No fresco orvalho de manhã cobre a rosa, / Como seus olhos beijam em seus raios... /" (Shakespeare). Respirou ardente buscando a salvação. 

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Entrevista a Max Miranda - Jornal da Manhã

Nome, idade?
Monja Coen, sessenta anos

Antes do zen-budismo, chegou a frequentar alguma faculdade?
Faculdade de Direito da PUC de SP

Casada, filhos?
Viúva, uma filha e uma neta de 14 anos

O que é ser uma monja?
É servir, cuidar, transmitir ensinamentos de Buda

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Saiba quem é a Monja Coen

da Folha de S.Paulo - 28/06/2001 - por Bell Kranz

Monja CoenNome: Monja Coen
Profissão: religiosa
Nascida em 1947
O que faz: missionária da tradição japonesa Soto Zen, leva a prática da meditação aos frequentadores dos parques da cidade de São Paulo
Filosofia de vida: zen, "estar muito ligado no momento, na sua vida, é pé no chão, não é voando lá nas nuvens. Se no presente eu fizer o melhor que posso, vou ter melhores resultados no futuro"

Monja ensina meditação nos parques

"São loucos?" "Fanáticos religiosos?", perguntavam baixinho as pessoas. "Não, ela é monja budista", explicou acertadamente o senhor idoso à sua esposa, entre as centenas de pessoas que olhavam embasbacadas a fila indiana que seguia uma monja no parque.

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Vai Passar - Monja Coen responde sobre a impermanência


P - Tudo na vida passa? Como podemos ter certeza disso?

MC - Respirando. A inspiração termina, a expiração termina.
Olhando à volta. Ouvindo os sons. Percebendo nossos pensamentos. Nada é fixo. Nada é permanente.

P - Qual é a idéia de impermanência no budismo?
MC - Não é uma idéia. É uma realização. É a experiência da vida, da morte. Não há um eu fixo e permanente.
"Tudo que começa, termina." (de Xaquiamuni Buda)
"Tudo que termina, começa." (de Monja Coen)

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